Hey, hey, hey!

Nota

Estou de volta depois de uma pequena ausência (pequena?) que me foi imposta pelas veredas da vida. E, bem, depois de uns dias de muito caos, estou de volta. Feliz da vida. Alegria que não cabe no peito. E sensação de que ainda tenho o mundo todo pra percorrer. A vida toda diante de mim.

Maaaas, falemos de livros, não? Afinal, é pra isso que a gente está aqui!

Estou preparando uns posts bem bacanas e espero que vocês curtam (os vídeos estão nos planos, claro!!).

Enquanto não blogo o que prometo, deixo vocês com uma listinha de lançamentos interessantes que vi essa semana nas andanças nas livrarias.

Estou numfever de ler clássicos. E Joyce a Virginia (com seus respectivos domínios públicos) estão ululando nas prateleiras. E eu desejo!

Ulysses (Penguin-Companhia), do Joyce.

A edição está um primor! O preço é bom (na Livraria Cultura chega na casa dos trinta reias!), mas o comprometimento tem que ser de fôlego. São 1112 páginas na vida de um cara. Mas, pensando bem, não sei… acho que preferia ter um clássico desses em capa dura, edição luxo… mesmo que seja um pouco mais caro. Tem livro que merece, né?

Mrs. Dalloway (CosacNaify), da Woolf

Sou suspeitíssima para falar sobre essa coleção, Mulheres Modernistas, que a Cosac mantém há muitos anos. Não é a primeira vez que eles lançam Virginia Woolf (quem não tem ama/cobiça/tem aquele livrão de capa vermelha, tão amado?), mas capricharam nessa edição da Dalloway. O livro não é tão extenso e o design é super convidativo. E, quem sabe, não vale a pena aproveitar pra levar outra mulher modernista pra casa? Fiquei de olho na Blixen (Sete narrativas góticas) e também na Gertude Stein (todos!!!).

Vamos acompanhar cenas dos próximos capítulos (próximas compras, próximas leituras…)

AH! Não me esqueci: tô devendo resenhas! Li cada coisa linda ❤

Beijos e até ja-já!

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Desafio literário FAILED

Bem, acho que já tá bem óbvio, mas não custa nada explicitar. Estou saindo do DL 2012 porque não consegui, por 2 meses seguidos, cumprir a leitura planejada.

Tive problemas com encomendas (que atrasaram meu livro de Abril) e acabei me engraçando (na maior infidelidade) com livros que eu não “tinha” que ler pro desafio e acabei atrasando tudo. Pulei Março e Abril.

Portanto, sai do Desafio oficialmente.

Vou deixar a vida se encarregar dos livros e querências daqui pra frente!

Beijos,

Little Drops of Friday

Sexta é dia de Little drops of friday, um post bem tranquilão, pra gente ver o que saiu de bacana na semana sobre o mundo dos livros.

Pra começar, olha que graça o que a Josélia Aguiar tuítou: autores feitos de Lego!

O que é o cabelo do Mark Twain? Uma gracinha!

E tem ainda, ó:

Queria todos pra mim! Como faz?

E, pra quem curtiu a brincadeira, mais personalidades (literárias e não-literárias) no flickr do projeto, aqui.

Ah, não sei se vocês repararam, aí do lado, mas eu criei uma conta no Pinterest. Se você também está por lá, segue aí! http://pinterest.com/raqtoledo/

 

Beijos e bom fds!

 

Por que amamos livrarias?

Vi, certa vez, alguém dizer que as grandes livrarias são como supermercados de livros. Discordo. Seja uma livraria grande, imponente, bem abastecida, ou uma livraria pequena, de bairro, intimista… Não importa. Esse lugar, onde os livros ficam, tem uma áurea única. Não é como no mercado “pegue o arroz mais em conta”. Tem algo mais…

Lembro que, desde muito pequena, fiquei apaixonada por livrarias. Conheci primeiro as de shopping. Ainda não eram as megastore que são hoje, mas já eram grandes, cheias de volumes de todos os tipos, cores, cheiros (cheiro de livro é sempre bom, né? Novo, velho, tanto faz!). Lembro nitidamente de correr para a parte de livros infantis, olhar as capas, sentar no chão e deixar minha mãe louca da vida de preocupação porque não me achava entre as prateleiras.

Lembro com muita clareza também da biblioteca da minha escola. Lembro que ela não tinha um terço da graça da livraria. A gente nunca podia entrar no acervo, que era meticulosamente escolhido pelos professores da escola. Só podia tocar no livro depois de escolhido (numa lista) e de feito o empréstimo. Cada livro podia ficar emprestado por só uma semana e depois, tinha que ser devolvido. Eu achava o processo tão chato, tão chato, que cresci achando que bilbioteca era isso: tudo o que a professora queria que eu lesse, sem graça, sem charme. A livraria era diferente. A gente podia encostar em quantos livros conseguisse carregar, bagunçar tudo, sentar em qualquer lugar e ler, ler, ler até a mãe gritar “Raqueeeeeeeeeeeeeel”.

E desde então, a livraria virou, pra mim, sinônimo de prazer. Muitas vezes, saí de lá sem comprar nada, mas sempre fiz questão de ir dar uma conferida nas capas novas, tatear os lançamentos, ver as novas edições de clássicos. Quando as megastore chegaram, nossa, lembro da emoção. Eu sentia palpitação na Saraiva Mega Store do shopping perto de casa. A Cultura da Paulista então, Meu Deus!, sinto palpitação ainda hoje.

No último domingo, sentei em frente à Livraria Cultura e observei. As livrarias estão cada vez mais cheias. Num fim de semana, um sem número de pessoas entra, sai, circula entre as prateleiras e, em muitos casos, sai de mãos vazias. Eu vi. Foi então que percebi porque amamos tanto as livrarias.

Nelas, há poucas regras, diferentes de bibliotecas. Você pode pegar um livro e começar a falar sobre ele a vontade com quem estiver com você, sem ter que ouvir o famigerado “shhhhhiu”. Em cidades com pouco verde, pouca sombra, como São Paulo, as livrarias são as novas praças! As pessoas se achegam, se reúnem, sentam, batem um papo, se atualizam, marcam encontros, pesquisam, leem tranquilas.

Claro que, conforme fui crescendo, reformulei minha opinião sobre as bibliotecas. Conheci algumas que tocaram minha vida (ou salvaram-na, em muitos casos). Como a charmosa e grandiosa biblioteca da FFLCH/USP (onde me formei), como a biblioteca Mario de Andrade, linda, única, no coração de São Paulo, como a Alceu Amoroso Lima, aqui no meu bairro, especializada em poesia (e onde li meu primeiro Sartre, como esquecer?), e tantas outras. Sei da importância absurda das bibliotecas, como elas é preciso que elas cheguem a bairros mais afastados das cidades, e à cidades mais distantes e como são fundamentais na formação de leitores e apaixonados por livros. Talvez, o que hoje deixe às bibliotecas na retaguarda do interesse seja uma questão administrativa. Temos bibliotecas lindas em São Paulo, como citei, mas a maioria está jogada à própria sorte, sem nenhum tipo de modernização, atualização de acervo ou até mesmo condições básicas como boa iluminação, banheiros, cadeiras… E, assim, perdem leitores!

Porém, aqueles que já tem gosto pela coisa, por mais que frequentem bibliotecas, entregam-se a tentação de tomar um cafezinho na livraria, bater papo com seu livreiro e respirar o mesmo ar que aqueles livros todos, mesmo que por alguns instantes.

As livrarias, por outro lado, são fáceis de se amar. São feitas para isso. Para seduzir que passa na porta, pra atiçar quem já entrou. E, muitas vezes, funciona! A livraria não ocupa – e jamais poderá ocupar – o papel da biblioteca. São duas casas diferentes para os livros habitarem e, onde eles estiverem, quero também estar.

Uma alegria!

Oi gente!

Hoje não vim falar de algo que eu tenha somente lido mas, com muito orgulho, quero falar de algo que editei.

No fim do ano passado, a editora em que trabalho, a Peixoto Neto, lançou um livro em que trabalhei muuuuitão. O livro é a correspondência de Allen Ginsberg, o famoso poeta beat, e seu pai, o conservador poeta Louis. A obra chama-se Negócio de Família, e foi, por meses, minha vida!

Inclusive, depois de pronto, trabalhei (junto com outros colegas aqui da editora) na divulgação do livro para jornais e revistas ligadas à literatura. E, olha que delícia, descobri ontem que sairia hoje uma matéria na Folha de São Paulo sobre meu filhote. E, pra meu espanto e loucura, quando abro a Ilustrada de hoje, vejo uma matéria de capa, linda, cheia de fotos de Allen e trechos do livro!!

Tô tão feliz! Sabe quando rola uma sensação de trabalho reconhecido? Estrelinha do professor na testa? Muitas livrarias ligaram pedindo o livro e mais jornais e revistas, pelo Brasil a fora, entraram em contato com a gente. =)

Tem um preview da matéria aqui, mas o conteúdo completo, só pra quem é assinante da Folha/UOL.

E, pra quem não é, aqui está o scanner da Folha.

O livro é muito bacana, gente! E tá sendo super bem reconhecido!

Teve até resenha no Meia, na época do lançamento =)

Eu, que não era nem muito fã dos beats, nem muito fã de livros de cartas, me envolvi muito e hoje sou uma grande admiradora da Geração Beat que, mais do que nunca, se posiciona com o destaque merecido no mercado editoral brasileiro!

Bem, queria só dividir essa notícia super feliz com vocês!

Beijos

=)

Então, vamos lá!

Eu enrolei anos pra ter coragem de encarar um blog. Demorei pra montar, pra escolher o tema, o fundo, as cores, o banner (que ainda devo aprimorar, espero!), enfim! Finalmente decidi começar esse blog sobre literatura, livros, autores, capas, diagramação e editoras. Ah! Meu nome é Raquel. Oi 😉

Falar de literatura, pra mim, sempre foi prazer e dedicação. Sou formada em Letras, bacharel em Português e Russo (sim, russo, meus amigos), então falar de boa literatura sempre foi parte dos meus anos acadêmicos. No entanto, isso sempre fez de mim uma grande leitora do cânone, do clássico. Nunca abri muito espaço na minha estante pros autores contemporâneos, pra leitura mais leve, pra algum best-seller de qualidade. Além disso, trabalho na área editorial há 3 anos. Adoro fazer livros e acredito que tem muita coisa bacana que posso dividir com quem gosta tanto de livros, de boas histórias, quanto eu! =) Por isso, o nome blog da editora. Além de livros, quero explorar um pouquinho do mundo editorial, afinal, é das editoras que os livros chegam nas nossas mãos.

Por aqui, vocês vão encontrar um espaço pra dividir suas leituras, conhecer as minhas e, pensando da forma mais Pollyana que existe, ajudar de alguma forma a espalhar a literatura pela rede!

Então, vamos lá!