Desafio literário FAILED

Bem, acho que já tá bem óbvio, mas não custa nada explicitar. Estou saindo do DL 2012 porque não consegui, por 2 meses seguidos, cumprir a leitura planejada.

Tive problemas com encomendas (que atrasaram meu livro de Abril) e acabei me engraçando (na maior infidelidade) com livros que eu não “tinha” que ler pro desafio e acabei atrasando tudo. Pulei Março e Abril.

Portanto, sai do Desafio oficialmente.

Vou deixar a vida se encarregar dos livros e querências daqui pra frente!

Beijos,

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Livros de março e abril, em vídeo

Aproveitei esse fim de semana super caseiro e fiz um vídeo pra reunir os livros que comprei em março e abril.

Espero que vocês gostem!

Se quiserem saber mais de qualquer livro, escrevam aí =)

Ah, o site da Revista do Curso de Russo da USP você pode baixar aqui (basta clicar em edições, tá?).

Beijo grande e bom restinho de fim de semana!

Resenha DL de fevereiro: Ássia

Antes da resenha propriamente dita, alguns pequenos esclarecimentos.

1) Não consegui fazer o vídeo do DL desse mês. Droga, mil vezes droga. Tive problemas com a “câmera” que uso (também conhecida como celular do marido) e fiquei com uns vídeos presos lá, sem conseguir subir pro youtube ou vimeo. Bem… em março prometo que os vídeos voltam!

2) Eu tinha prometido a leitura de Anna Karênina esse mês. Não desisti de ler o clássico, só não consegui terminá-lo a tempo. Então, fui obrigada a correr para uma opção mais rapidinha e também interessante. E escolhi Ássia, do Turguêniev. Espero que vocês gostem e me perdoem pela canalhice.

Bem, eu não queria deixar de resenhar um russo esse mês, até porque somente uma representante do idioma mais difícil do mundo, Marina Tsvetáieva, apareceu aqui (e já faz tempo). Escolhi esse texto do Turguêniev porque, junto com Tolstói e Dostoiévski, ele reina entre os grandes prosadores russos do século XIX, mas não recebe tanta atenção aqui no Brasil como os outros dois. Em contraponto com Dostoiévski, Turguêniev é um escritor, podemos dizer, globalizado. Turguêniev viveu muitos anos em países da Europa e foi sempre reconhecido como um gênio por seus colegas “ocidentais” como Henry James, Zola e, principalmente, Flaubert.

Ássia mostra, em pequenas e rápidas 98 páginas, a essência da literatura de Turguêniev. Mesmo com um enredo que tem como espaço a Alemanha, a Rússia está em cada parágrafo do texto, muitas vezes debaixo de críticas veladas, outras vezes em citações de canções e textos que tocam a “alma russa”.

O narrador, também protagonista, é o russo N., como ele mesmo se apresenta, preferindo guardar sua identidade. N. viaja à Alemanha com um intento claro em sua mente: esquecer uma paixão avassaladora mas sem futuro que sentiu por uma dama a tempos atrás.

Durante uma festividade em uma pequena cidade Alemã, N. conhece Ássia (apelido carinhoso de Anna) e Gáguin, também russos que estão na Alemanha por algum motivo que N. desconhece, mas que, inevitavelmente terá que entender, se quiser realmente saber quem são esses jovens.

Gáguin, rapaz russo, de grande cultura, formado nas escolas de São Petersburgo, logo se torna um grande amigo de N., enquanto Ássia, cada vez mais misteriosa e escorregadia, cria entre os jovens uma tensão. O jeito com que Ássia se porta diante das pessoas, sua paixão pela leitura, seu desejo de “não viver em vão” e o mistério de seu passado começam a povoar a mente de N. e a prejudicar sua amizade com Gáguin.

Se for preciso definir, sim, Ássia é uma história de amor. Possui um enredo delicado e poético que nos enlaça nos misterios dos jovens personagens. Porém, essa definição é inútil quando temos na mão uma obra tão cheia de interpretações e rica em significados (como costumam ser as obras de grandes artístas, conhecedores da alma humana). Turguêniev parece querer ser sublinar. Por trás do enredo claro, vemos as mazelas da Rússia, a visão do autor sobre seu pais e a crítica ao sistema de servidão (que ele viria a atacar ainda mais claramente no maravilhoso Pais e filhos (que é de 1860-1862 e a edicão brasileira é da Cosac Naify).

O livrinho de Turguêniev me lembrou muito o livrinho de Goethe, Os sofrimentos do jovem Werther. A inspiração da estética romântica é paupável nos dois casos mas, ao mesmo tempo, essas obras conseguem tocam os leitores contemporâneos, já que não se prendem a um povo, uma época, uma história. Turguêniev e Goethe tratam de ser humano e, claramente, disso eles entendem bem. E, sem qualquer exagero, posso garantir que a genialidade literária, eles têm também, de sobra.

Resumindo: Turguêniev é o russo que você tem que conhecer e Ássia a russa por quem você irá se apaixonar.

Detalhes

Ássia de Ivan Turguêniev

Tradução de Fátima Bianchi

Ed. Cosac Naify, 2002.

Preço (salgado que só): R$ 41,00. Você acha aqui.

UPDATE Ássia está com 50% (isso mesmo, 50%) de desconto na loja virtual da Cosac, aqui. Outros títulos com o mesmo desconto, aqui! (Dica da @juju_gomes)

 

Resenha DL de Janeiro: Julie & Julia

Bem, hoje já é dia 27, eu devo ser uma das retardatárias do desafio, maaaas tudo bem! Porque aqui está minha resenha + vídeo (!!!) do livro (gourmet) que li nesse mês.

Julie & Julia

Por Julie Powell

Julie Powell é uma texana, de 29 anos, casada com Eric (com quem começou a namorar na escola!), mora em Nova Iorque e está cansada da sua vida. Está cansada de estar chegando aos trinta, está cansada das cobranças, principalmente para que tenha um filho, está cansada do trabalho sem graça, está cansada da casa longe e desarrumada… e decide que precisa mudar algo. Dentro dela mesma. Mas não tem ideia de que desafio pode propor a si mesma para sacudir essa vidinha besta, meu Deus!

Pois bem, um dia, na casa de sua mãe, no Texas, de pijamas, reclamando da vida, Julie se depara com Mastering the art of french cooking. Um livrão, com 524 receitas, escrito nos anos 1950 por Julia Child. O livro foi o grande “guia” da culinária francesa para as donas de casa americanas da segunda metade do século XX.

Agora, quem é Julia? Pelo que entende-se do livro, eu já deveria saber! Julia Child foi uma mulher extremamente conhecida (nos EUA, claro) por seu talento culinário. Ela chegou a ter um programa da televisão, quando voltou para os Estados Unidos. Mas eu não sabia nada disso. E acho que ninguém que não seja obcecado por comida francesa sabe quem foi essa dita-cuja!

Julie narra sua história em 1a pessoa. Ela é histérica, super emocional e vive uma montanha-russa de sentimentos com esse projeto. Ao mesmo que é instável emocionalmente, Julie é super determinada, corajosa e perseverante. Eu mesma, tenho que dizer, não aguentaria fazer um terço das receitas doidas desse livro!

O livro conta a história das duas. A de Julie é contada mais detalhadamente, quase que receita a receita, neura a neura, crise a crise, baseada nos fatos e nos textos do blog, que Julie montou para o desafio Julie/Julia. A vida de Julia, no entanto, é bem rasa. Somente pequenos trechos nos dão uma pequena ideia de quem era essa mulher tão arrebatadora.

Os personagens secundários são apaixonantes. Gostei mais deles do que da protagonista, confesso. Porém, eles são pouquíssimo explorados. Gwen, Sally e Isabel, as três grandes amigas de Julie, são, de certa forma, influenciadas por esse ano “gastronômico” de Julie e também decidem colocar um… tempero novo em suas vidas. Nada, porém, é tratado com profundidade e gente deixa de ler sobre essas garotas contra a nossa vontade.

Gostei muito do fundo histórico do enredo. A Julie trabalha numa repartição do governo em Nova Iorque, em 2002, isto é, um ano após os atentados de 11 de setembro. E esse “luto” americano é bem forte no livro.

E, um ponto muito bacana, é a relação que a Julie cria com pessoas do mundo todo pelo blog. O blog é fundamental para que ela consiga ver sentido, não só no projeto, mas na vida dela de uma forma mais ampla.

Leitura bem leve e rapidinha de fazer. É bem gostoso, vai dando água na boca, tem momentos engraçados e outros mais reflexivos que, em vários momentos, alcançam até mesmo aqueles que nunca esquentaram a barriga no fogão!

Trecho

Quando Julia fazia crepes nos programas de televisão, ela simplesmente os arremessava para o alto com um movimento brusco da frigideira, não muito diferente da manobra que ela usava para virar omeletes. Eu simplesmente havia concluído que isso era uma ideia maluca. Entretanto, depois de meia hora de gritos e xingamentos, raspando crepes grudados e jogando-os no lixo, parei diante do forno, lambendo o dedo, e pensei: bem, por que não? Afinal, que mal haveria, certo?

— Eric! Ai meu Deus, Eric! Corre aqui!

Eric passara a se esconder durante as sessões de crepe, e relutou em aparecer na cozinha, certo de que estava a ponto de ser sugado em um ataque de fúria.

— O que foi querida?

— Olha isso!!!

Eric ficou do meu lado e viu quando, com um gesto decidivo, fiz o meu belo crepe dourado girar no ar e cair de volta na frigideira.

— Puta que pariu, Julie!

(p. 257)

Capinha feeeeia com o poster do filme. Vocês também não odeiam essas capas?

Detalhes

Julie & Julia, de Julie Powell.

2005

Ed. Record

Preço que comprei (aqui): R$ 39,90 (salgadinho, né?)

Novidades: livros novos, leituras atuais e um vídeo!

Eeeee, meu primeiro vídeo!

A qualidade não tá incrível, mas vou melhorar!

E eu errei algumas informações, mas já coloquei uns comentários no vídeo com tudo certinho. =)

UPDATE: Os comentários estão todos perfeitos agora. Finalmente!

Espero que vocês gostem!

Vou colocar as resenhas dos 3 livros essa semana.

Depois me digam se gostaram do vídeo, tá?

Pretendo ainda fazer um pro desafio literário de Janeiro! Tô animada!

Eu participo: desafio literário

Eu nem imaginava que existiam tantos blogs voltados para o mundo dos livros. Tem blog pra tipos expecíficos de literatura, tem blog pra falar de capas de livro, cada editora tem um blog, tem blog de resenhas em geral… enfim! Uma infinidade de gente postando diariamente sobre os livros que leu (ou viu, ou não leu, ou qualquer coisa!).

E, também, tem blog que propõe desafios e organiza leituras de quem quiser participar. Penso que essa é uma forma bacana de incentivar a leitura, de ajudar a formar um hábito.

NO ENTANTO, eu mesma nunca havia participado de nenhum desafio online. E, já que fim de ano é época boa pra novas resoluções, em 2012 participarei do Desafio Literário. Quem se anima?

O desafio funciona assim: cada mês do ano tem um tema e cabe ao desafiante escolher um livro que se encaixa no que foi proposto. Então, é preciso entrar no site, cadastrar-se (os cadastros serão reabertos em JANEIRO) e começar. A leitura mínima é de 12 livros (um por mês, claro!). Eu fiz uma listinha, NADA definitiva, do que pretendo ler NO PRIMEIRO SEMESTRE de 2012 pro Desafio. Quem sabe, assim não animo mais gente a participar, né? =)

EIS:

1) JANEIRO – Literatura culinária (algum romance/contos com um pé na cozinha).

Confesso que foi um dos temas que menos me interessou e um dos quais não tenho a menor familiariedade. Mas como o ideal é se aventurar pelo desconhecido, vamos lá.

Primeira opção: Afrodite – contos, receitas e outros afrodisíacos, Isabel Allende.

Segunda opção: Julie e Julia, Julie Powel.

2) FEVEREIRO – Nome próprio

Nossa, aqui me sobram opções. O nome da personagem deve ser o título, mesmo que acompanhado de um pronome de tratamento ou algo que o valha. Tenho mil ideias.

Primeira opção: Madame Bovary, Flaubert

Segunda opção: Anna Karênina, Tolstói

Terceira opção: Padre Sérgio, Tolstói

(Aqui, preferi algo mais canônico, que é o que mais tenho curtido ler. Mas vale algo mais moderno, claro!)

3) MARÇO – Serial Killer

Outro gênero que conheço pouco. Li esse ano um que amei, chama Criança 44, do Tom Rob Smith. AMEI. Mas, como não pode repetir livro, tô só com uma opção em março, por enquanto.

Primeira (e única, até agora) opção: Silêncio dos inocentes, Thomas Harris.

Alguém indica mais algum?!

4) ABRIL – Escritor oriental

Nunca li nada do oriente (bem, não tô contando como “oriental” a literatura russa). E não tenho muito ideia do que ler aqui. Vou ter que pesquisar…

Tô, agora, sem opções.

5) MAIO – Fatos históriocs

É aquele tipo de enredo que tem como pano de fundo algum momento significativo da história (e para o enredo!). Eu curti bastante esse tema, mas ainda não tenho certeza de que livro vou ler.

Primeira opção: Exército de cavalaria, Isaac Bábel (tem como pano de fundo a guerra civil e a revolução russa). AMO RUSSOS!

Segunda opção: Por que os sinos dobram, Ernest Hemingway (período histórico: guerra civil espanhola).

6) JUNHO – Viagem no tempo

De longe, o tema mais distante de tudo que já li! Nunca li ficção científica, conheço pouquíssimo e nunca foi lá meu forte… MAS, vou encarar! E VOU COM CLASSE, SEM TITUBEAR (gostaram dessa, hein? Titubear, hshshs), DECIDIDA.

Opção ÚNICA: O fim da eternidade, de Isaac Asimov.

Dizem (quer dizer, vejo sempre a Luara dizer) que o Assimov é animal, que é um mestre contemporâneo da ficção científica e tal. Vou nele!

7) JULHO – Prêmio Jabuti

Julho, mês de  FLIP (da qual falei mais logo, logo), é mês de leitura nacional. Tem que ser uma obra já indicada (tendo vencido, ou não) às categorias ROMANCE ou LIVRO DO ANO. A melhor fonte para essa informação está aqui, no site da CBL. A quantidade de títulos é GIGA. Pensei, A PRINCÍPIO, nos seguintes:

Primeira opção: O Filho Eterno, Cristovão Tezza

Segunda opção: Cordilheira, Daniel Galera

Terceira opção: Nove Noites, Bernardo Carvalho

…e outras podem surgir!

Essa é a lista que quero seguir no primeiro semestre de 2012. Vou postando aqui mais sobre os livros e as resenhas!

E aí, alguém se animou? Comente sua lista!

É pra aproveitar as promessas (quase sempre furadas) de fim de ano e anotar no caderninho: em 2012, vou ler MAIS. E não furar!

AH! Tem mais listas para inspiração no Isaac Sabe e no Quinas e Cantos, além do próprio blog do Desafio que já deixei linkado no início do post!