Resultado — Promo Bruno Schulz.

Aeeee! Atrasei (alguns dias, eu sei), mas chegou o gran dia do primeiro sorteio desse glorioso (só que não) blog!

Fiz o sorteio pelo Randon.org levando em conta o número de comentários no post da promo. Foram 63 comentários (recorde mundial do Blog da Editora) e o número sorteado fooooooooooi:

 


Fui contando, uma, duas, três vezes e a pessoa que vai ganhar um Bruno Schulz belíssimo na sua casinha é:

tcharanranrã…

Amanda Zampieri!!! Parabéns, Amanda!!! Você deixou e-mail e tudo direitinho, então AGUARDE que vou lhe mandar um e-mail pra poder mandar o lindão do Bruno Schulz na sua casa!

Aos demais que participaram, agradeço MUITÍSSIMO! Continuem vindo ao Blog que, volte e meia, tem novidades, dicas e mais promoções, claaaaro!

Beijos.

Hey, hey, hey!

Nota

Estou de volta depois de uma pequena ausência (pequena?) que me foi imposta pelas veredas da vida. E, bem, depois de uns dias de muito caos, estou de volta. Feliz da vida. Alegria que não cabe no peito. E sensação de que ainda tenho o mundo todo pra percorrer. A vida toda diante de mim.

Maaaas, falemos de livros, não? Afinal, é pra isso que a gente está aqui!

Estou preparando uns posts bem bacanas e espero que vocês curtam (os vídeos estão nos planos, claro!!).

Enquanto não blogo o que prometo, deixo vocês com uma listinha de lançamentos interessantes que vi essa semana nas andanças nas livrarias.

Estou numfever de ler clássicos. E Joyce a Virginia (com seus respectivos domínios públicos) estão ululando nas prateleiras. E eu desejo!

Ulysses (Penguin-Companhia), do Joyce.

A edição está um primor! O preço é bom (na Livraria Cultura chega na casa dos trinta reias!), mas o comprometimento tem que ser de fôlego. São 1112 páginas na vida de um cara. Mas, pensando bem, não sei… acho que preferia ter um clássico desses em capa dura, edição luxo… mesmo que seja um pouco mais caro. Tem livro que merece, né?

Mrs. Dalloway (CosacNaify), da Woolf

Sou suspeitíssima para falar sobre essa coleção, Mulheres Modernistas, que a Cosac mantém há muitos anos. Não é a primeira vez que eles lançam Virginia Woolf (quem não tem ama/cobiça/tem aquele livrão de capa vermelha, tão amado?), mas capricharam nessa edição da Dalloway. O livro não é tão extenso e o design é super convidativo. E, quem sabe, não vale a pena aproveitar pra levar outra mulher modernista pra casa? Fiquei de olho na Blixen (Sete narrativas góticas) e também na Gertude Stein (todos!!!).

Vamos acompanhar cenas dos próximos capítulos (próximas compras, próximas leituras…)

AH! Não me esqueci: tô devendo resenhas! Li cada coisa linda ❤

Beijos e até ja-já!

Resenha DL de fevereiro: Ássia

Antes da resenha propriamente dita, alguns pequenos esclarecimentos.

1) Não consegui fazer o vídeo do DL desse mês. Droga, mil vezes droga. Tive problemas com a “câmera” que uso (também conhecida como celular do marido) e fiquei com uns vídeos presos lá, sem conseguir subir pro youtube ou vimeo. Bem… em março prometo que os vídeos voltam!

2) Eu tinha prometido a leitura de Anna Karênina esse mês. Não desisti de ler o clássico, só não consegui terminá-lo a tempo. Então, fui obrigada a correr para uma opção mais rapidinha e também interessante. E escolhi Ássia, do Turguêniev. Espero que vocês gostem e me perdoem pela canalhice.

Bem, eu não queria deixar de resenhar um russo esse mês, até porque somente uma representante do idioma mais difícil do mundo, Marina Tsvetáieva, apareceu aqui (e já faz tempo). Escolhi esse texto do Turguêniev porque, junto com Tolstói e Dostoiévski, ele reina entre os grandes prosadores russos do século XIX, mas não recebe tanta atenção aqui no Brasil como os outros dois. Em contraponto com Dostoiévski, Turguêniev é um escritor, podemos dizer, globalizado. Turguêniev viveu muitos anos em países da Europa e foi sempre reconhecido como um gênio por seus colegas “ocidentais” como Henry James, Zola e, principalmente, Flaubert.

Ássia mostra, em pequenas e rápidas 98 páginas, a essência da literatura de Turguêniev. Mesmo com um enredo que tem como espaço a Alemanha, a Rússia está em cada parágrafo do texto, muitas vezes debaixo de críticas veladas, outras vezes em citações de canções e textos que tocam a “alma russa”.

O narrador, também protagonista, é o russo N., como ele mesmo se apresenta, preferindo guardar sua identidade. N. viaja à Alemanha com um intento claro em sua mente: esquecer uma paixão avassaladora mas sem futuro que sentiu por uma dama a tempos atrás.

Durante uma festividade em uma pequena cidade Alemã, N. conhece Ássia (apelido carinhoso de Anna) e Gáguin, também russos que estão na Alemanha por algum motivo que N. desconhece, mas que, inevitavelmente terá que entender, se quiser realmente saber quem são esses jovens.

Gáguin, rapaz russo, de grande cultura, formado nas escolas de São Petersburgo, logo se torna um grande amigo de N., enquanto Ássia, cada vez mais misteriosa e escorregadia, cria entre os jovens uma tensão. O jeito com que Ássia se porta diante das pessoas, sua paixão pela leitura, seu desejo de “não viver em vão” e o mistério de seu passado começam a povoar a mente de N. e a prejudicar sua amizade com Gáguin.

Se for preciso definir, sim, Ássia é uma história de amor. Possui um enredo delicado e poético que nos enlaça nos misterios dos jovens personagens. Porém, essa definição é inútil quando temos na mão uma obra tão cheia de interpretações e rica em significados (como costumam ser as obras de grandes artístas, conhecedores da alma humana). Turguêniev parece querer ser sublinar. Por trás do enredo claro, vemos as mazelas da Rússia, a visão do autor sobre seu pais e a crítica ao sistema de servidão (que ele viria a atacar ainda mais claramente no maravilhoso Pais e filhos (que é de 1860-1862 e a edicão brasileira é da Cosac Naify).

O livrinho de Turguêniev me lembrou muito o livrinho de Goethe, Os sofrimentos do jovem Werther. A inspiração da estética romântica é paupável nos dois casos mas, ao mesmo tempo, essas obras conseguem tocam os leitores contemporâneos, já que não se prendem a um povo, uma época, uma história. Turguêniev e Goethe tratam de ser humano e, claramente, disso eles entendem bem. E, sem qualquer exagero, posso garantir que a genialidade literária, eles têm também, de sobra.

Resumindo: Turguêniev é o russo que você tem que conhecer e Ássia a russa por quem você irá se apaixonar.

Detalhes

Ássia de Ivan Turguêniev

Tradução de Fátima Bianchi

Ed. Cosac Naify, 2002.

Preço (salgado que só): R$ 41,00. Você acha aqui.

UPDATE Ássia está com 50% (isso mesmo, 50%) de desconto na loja virtual da Cosac, aqui. Outros títulos com o mesmo desconto, aqui! (Dica da @juju_gomes)